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Dia da Terra, Brasil e Aiyra Ibi Abá

Dia da Terra, Brasil e Aiyra Ibi Abá

Há 50 anos, foi escolhido o dia 22 de Abril para ser celebrado o Dia da Terra.

Esse é um dia para nos conscientizar e refletir sobre como podemos viver de forma mais harmônica com a natureza.

Sim, cuidar de onde vivemos, mantém nossos sonhos vivos, pois assim, a humanidade poderá habitar esse planeta por mais tempo.

Se a gente não cuida do planeta, quem será extinto seremos nós, a natureza, a Terra, os oceanos, eles continuarão seus cursos e ciclos…

Já nós, humanos, se não cuidarmos do lugar onde vivemos, nós sim podermos deixar de existir.

E entendo que neste momento essa nossa condição de meros habitantes, componentes de um sistema maior, está claro: um vírus está livre pelo planeta, e nós se não nos cuidarmos, se não nos proteger e escolher proteger quem amamos, não sobreviveremos por muito mais tempo.

Temos sido chamados para fazer muitas reflexões neste momento, e nos colocar no nosso lugar nesse grande e complexo sistema que é habitar o planeta Terra é um deles.

Hoje também é atribuída à “Descoberta do Brasil” pelos portugueses… já se passaram 520 anos desse momento considerado histórico.

Com certeza antes desta “descoberta” já viviam os Índios, e já haviam comunidades por aqui, considerar a chegada dos portugueses aqui como marco de uma “descoberta” e fundação de um país é só mais uma das tantas visões e versões controversas a quais fomos expostos durante toda a nossa vida.

Assim como o Dia da Terra, é para conscientizar, ao meu ver a “descoberta do Brasil” também deveria nos levar à reflexão e a investigação da nossa própria cultura e com a forma a qual lidamos com o que nos é ensinado geração após geração.

Não questiono o marco histórico, a chegada dos portugueses em Porto Seguro, seguida de uma belíssima carta de Pero Vaz Caminha à Coroa Portuguesa, o meu questionamento é sobre utilizar de somente um ponto de vista, para se atribuir  a data à uma descoberta.

Dizer que hoje é celebrado o dia em que os portugueses chegaram até aqui e iniciaram seu projeto de colonizar povos e demarcar “novas” terras é mais real, é mais histórico.

Por isso a música que escolhi hoje é Ayra Ibi Abá, do Fábio Brazza, que faz parte do Álbum dele chamado Tupi or not Tupi.

A canção por si só já abarca as duas celebrações de hoje: Dia da Terra e “Descobrimento do Brasil”.

Aqui destaco o trecho, que para mim mais ilustra essa mistura de passado-presente-futuro:

“E quando a última árvore tombar, o homem branco vai perceber
Que dinheiro, não se pode comer
Aí você verá eu e você somos iguais
Temos a mesma alma que as plantas e os animais
Da terra viemos, e pra ela iremos voltar
Mas até lá, já será tarde demais
Pela demarcação de terra
Contra os genocídios ambientais e culturais
Aiyra, Ibi Abá, filho da terra…”

 

Que as nossas reflexões nesse período passem para as ações, que buscar o caminho em que haja a harmonia entre quem somos e o planeta que vivemos, seja a escolha natural.

Assim, como toda mudança de comportamento, vai levar um tempo para a total transformação dos nosso hábitos, um passo à cada dia, e no final da jornada já teremos o mundo em nós mesmos e ao nosso redor, afinal o ciclo da vida é mesmo assim.

Vida longa à Terra!

E vida breve ao que Brasil é e já foi! Vida longa ao Brasil que podemos transformar…

Para ouvir a música clique abaixo:

Stand By Me

Stand By Me

Tem umas músicas que marcam a gente, né?! Stand By Me, pra mim é uma dessas músicas.

Adoro ela em cada versão apresentada,e a escuto nas mais diversas ocasiões.

Assim como as músicas do Chorão veem pra mim como mensagens divinas, com essa música acontece o mesmo.

A letra é simples, mas fala muito, principalmente de quem vai estar ao nosso lado quando a gente mais precisar.

Sendo atribuída ao movimento dos direitos civis no USA, essa música é uma das mais gravadas na história e cantadas inclusive em casamentos “reais”.

A versão que mais gosto de Stand By Me é a da Play Of Change, um projeto musical em que diversos artistas de rua cantam uma parte da música e depois editam formando uma única versão.

Pra mim, essa versão é a mais linda pela diversidade, pelo arranjo mais vivo, pelas vozes maravilhosas e pela oportunidade de quem participou mostrar o seu talento, que passa despercebido por muitos de nós ao passarmos pelas calçadas na correira do dia a dia.

E o que deixa ainda mais incrível essa versão, é a introdução, em que é dito:

“Não importa importa quem você foi
Não importa onde você foi na vida
Em algum momento você vai precisar de alguém para ficar ao seu lado
Não importa quanto dinheiro você tem
Ou os amigos que você fez…”

Sendo derivada de uma música gospel, fica ainda mais fácil, “interpretar” quem deve estar ao nosso lado sempre…

Não por acaso, escolhi uma foto da minha sombra, já que por mais que a gente encontre pessoas sensacionais no nosso caminho, é a nossa sombra que vai nos acompanhar todos os dias.

E sombra só é possível onde existe luz!

Incrível, né?!

Por isso cuide muito bem de quem vai estar com você, de quem vai ser com você e principalmente de você…

Stand By Me é um hino à nossa crença de que nunca estaremos sozinhos, mesmo quando tudo parecer desabar.

E para cada um de nós, para cada crença, essa companhia terá um nome, uma atribuição ou um significado, só basta a gente entender que em todos os momentos teremos alguém que ficará ao nosso lado.

E aí com quem você quer compartilhar essa música?

#standbyme #delectus #belivie

Clique abaixo e vá direto para a Playlist: Delectus By MA no Spotify:

https://open.spotify.com/playlist/2lrewx4g01MpeWwNQv2CQ7?si=co3IitODTsOSt1HvR_J08A

 

É Preciso Saber Viver

É Preciso Saber Viver

E com todas essas transformações que vem acontecendo, como você tem se sentido?

Acha que agora está mais fácil fazer suas próprias escolhas, ou ficou ainda mais difícil?

Por aqui só posso dizer que cada dia fica mais claro pra mim, que não há caminho certo ou errado, há o caminho que a gente escolhe percorrer…

E mais uma vez vou dizer, não tenha medo de se autoconhecer, de fazer as suas próprias escolhas, com o tempo, você vai perceber que melhor do que fazer suas escolhas é viver à partir delas. 😉

Por isso é importante a gente saber lidar com a nossa luz e com a nossa sombra, assim podemos tiras as pedras no caminho e não mais se machucar com qualquer flor cheia de espinhos, no mais é aprender o que é bom para você

É Preciso Saber Viver

Quem espera que a vida

Seja feita de ilusão

Pode até ficar maluco

Ou morrer na solidão

É preciso ter cuidado

Pra mais tarde não sofrer

É preciso saber viver

Toda pedra do caminho

Você pode retirar

Numa flor que tem espinho

Você pode se arranhar

Se o bem e o mal existem

Você pode escolher

É preciso saber viver

E a #delectusnofds de hoje é o livro Essencialismo!

E a #delectusnofds de hoje é o livro Essencialismo!

E a #delectusnofds de hoje é o livro Essencialismo!

A escolha pelo Essencialismo é justamente porque ele fala o quão importante é fazermos… Escolhas! Olha a Delectus aí mais uma vez…

Gosto tanto, tanto, tanto desse livro, que à partir dele criei meu “Mapa de Metas”. Que inclusive, depois do sucesso de 2019, em 2020 já apliquei tanto pra mim, quanto para a @criar.byma e a @delectus.byma. ?

É um livro muito gostoso de se ler, um final de semana basta, e a capa dele é um delícia…

Eu poderia ficar dias falando sobre o Essencialismo… por isso vou te contar um pouco o quanto esse livro melhorou e mudou a minha vida!?

Bora lá?

Eu adoro ler, e praticamente tenho uma sinergia com os livros,rs. É sério isso, sempre surge na minha vida um livro que vai dar sentido ao momento que estou vivendo. E com o Essencialismo não foi diferente.

Eu o li, no final de 2018 e foi como a cereja do bolo de tantos outros livros que eu li naquele ano. Tanto é, que a foto que ilustra este texto é um “republicação” do meu insta, em que encerro o ano, fazendo a minha retrospectiva de livros lidos naquele ano.

Como eu disse, tenho “um lance” com os livros, só que o meu “lance” com o Essencialismo foi tão forte, que um belo dia criei meu “Mapa de Metas” no Excel e quase como mágica, realizei uns 80% daquilo que escrevi ali! E sem nenhum sacrifício.

Mérito de quem? Meu, que li o livro e apliquei os conceitos para a minha vida… e sim, mérito do Greg McKeown que foi brilhante e essencial ao escrever o livro.

(Minha alegria por esse livro é tão grande que sou capaz de descrevê-lo tecnicamente, rs)

Algumas abordagens e situações no livro, podem parecer muito radicais ou até mesmo distante da nossa realidade, principalmente nas de quem tem contas à pagar no final do mês. No entanto, entendo que o papel de livros como esse é de nos apresentar extremos e/ou casos de sucesso, exatamente para que possamos refletir sobre essas situações em nossas vidas.

Trocadilhos à parte, o livro essencialmente fala sobre escolhas. Principalmente das escolhas diárias que fazemos sem mesmo nos dar conta, como por exemplo: 

Escolher brincar com os filhos em vez de comparecer a um evento para aumentar a rede de contatos; ou Escolher não assistir a filmes nem televisão quando viajo a negócios para ter tempo de refletir e descansar.

Os exemplos usados são do autor, e com esses exemplos passei também a criar os meus próprios critérios de importância. E comecei a fazer isso em ações do dia a dia tais como: Entre comer 2 tipos de carboidratos em uma mesma refeição, e comer apenas 1, a escolha entre o arroz e a batata, ficou muito mais fácil. Já que para mim, gosto mais de batata do que arroz! Ou seja, hoje já não perco mais nem tempo, nem energia para fazer esse tipo de escolha.

Do mesmo modo, vendi meu carro, pois entendi que: entre ter que arcar com todas as despesas e cuidados que um carro exigem, andar de Uber, por exemplo, além de me economizar dinheiro, me economiza tempo e energia. E dirigir, ficou para os momentos mais especiais, como o de atravessar o Deserto do Atacama dividindo a direção com uma amiga. E isso, como veremos à frente é a tal da Liberdade de Escolhas.

Além desses exemplos claros,o que mais gosto nesse livro, é a diversidade de situações cotidianas apresentadas e como todas elas, na maioria das vezes poderiam ter sido evitadas com uso de uma palavra simples: NÃO. Tanto é que um dos tópicos do livro é o : LEMBRE-SE DE QUE UM NÃO CLARO PODE SER MAIS GENTIL DO QUE UM SIM VAGO OU SEM COMPROMISSO.

Diferente, não é? E é isso mesmo, quando passamos a ter domínio sobre as nossas escolhas, sobre a nossa vida, frases como essa são praticamente afirmações de um compromisso entre nós mesmos, nossas escolhas e com quem nos relacionamos.

Outro ponto do livro, que nos dias atuais se torna “controverso” é o que fala sobre a “Liberdade de estabelecer limites”. E para o mundo em que vivemos hoje, em que não há limites para nada, ser livre para estabelecer nossos próprios limites é algo realmente libertador. Se aliado ao não, essa capacidade nos torna ainda mais livres para fazer as escolhas que realmente, como diria Marie Kondo, alegram o nosso coração. (Lembra o que eu disse sobre dirigir à pouco? 😉 )

Lembrando que tudo que lemos, assistimos, escutamos, deve sempre passar pelo nosso próprio filtro, que a interpretação de texto e contexto vai muito além do  que as aulas de Português da 5ª série. Ou seja, cabe a nós mesmos refletir e adaptar ou não esses aprendizados à nossa realidade.

E foi exatamente isso que eu fiz! O meu “Mapa de Metas” surgiu exatamente depois de que com a ajuda praticamente didática do livro, eu elenquei tudo aquilo que eu achava importante, prioritário e que eu gostaria de fazer em 2019. E usando umas das técnicas de otimização apresentadas no livro, estabeleci e realizei praticamente todas as “metas”.

Falando assim, parece algo bem organizacional, né? Mas é isso mesmo, organizacional vem de organizar, e nós devemos organizar as nossas vidas para que a gente possa viver coisas surpreendentes, sem que isso nos cause transtornos em algum momento. Transtornos como a frustração por exemplo. Frustração de não ter ido ao aniversário do amigo, ou não ter feito a sua viagem dos sonhos.

Com os ensinamentos do Essencialismo, podemos se não uma completa, mas pelo menos alguma análise sobre o que queremos para as nossas vidas, e mais, em que contexto isso é importante. E sem termos que gastar todos os nosso recursos mais preciosos, como tempo e saúde, os financeiros também, mas tempo e saúde principalmente.

E são coisas realmente bobas até… no meu “Mapa de Metas” coloquei coisas como: hidratar o cabelo, encontrar com amigos toda semana, vender meu carro, viajar para um estado brasileiro que eu não conhecia, ir aos jogos do Galo, ir à Galeria Cosmococa, conhecer a República Parthenon, comprar minha ação, inspirar boas atitudes por meio das minhas redes sociais, ir à Anfield, ir ao Rock in Rio… e várias outras “coisinhas”.

Sei que se eu não tivesse elencado essas coisinhas aí acima, eu não teria feito tantas viagens, teria tido tantos encontros com as minhas amigas e amigos, teria tido energia, tempo e dinheiro para fazer tudo que me propus, muito menos teria um senso de realização pessoal tão grande.

E isso só foi possível, porque ao ler o Essencialismo, eu mudei meus gatilhos, criei outros que favorecem a minha realização e evolução nessa jornada, e me permitir guiar pelas minhas escolhas conscientes. E passei a viver e acreditar no meu processo e nas minhas escolhas.

Foi fácil? Foi simples? Não sei dizer, pois hoje percebo que tudo isso foi e é essencial para que todos os meus sonhos deixem de ser sonhos e virem realizações.

Tudo já tá escrito? Também não acredito nisso… mas tudo está manifestado, e manifestar as nossas vontades e as nossas escolhas, já é o primeiro passo para que coisas ordinárias e extraordinárias aconteçam nas nossas vidas.

Como eu disse, eu poderia ficar dias falando inclusive tecnicamente sobre esse livro, mas a minha escolha foi a de dizer exatamente o que ele me fez sentir, e como ele me fez agir.

Espero que você também se sinta inspirado a ler o Essencialismo e a refletir sobre seus “ensinamentos”, pois são muitos e diversos. E quem já leu, compartilha com a gente o que achou, se mudou alguma coisa na sua vida depois e ler, ou se foi só mais um livro…

Até a próxima Delectus!

#delectusnofds #escolha #essencialismo #poderdedecidir #inspirar #lermudatudo #educacaotransforma

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E você, já leu o Essencialismo?

Tá gostando das nossas dicas?

Tem algum livro, filme, série ou música pra nos indicar?

Deixe suas dicas nos comentários, quem sabe na próxima semana você também aparece por aqui…

#DELECTUSNOFDS – E o filme escolhido da semana é: Dois Papas!

 

Assim como a música ?, livros ?, séries ? e filmes ?️ nos fazem refletir.

 

E às vezes as nossas escolhas se perdem até mesmo na hora de escolher o que assistir ou ler.

 

#delectusnofds vai aparecer por aqui às sextas-feiras com dicas de filmes, séries ou livros para te ajudar na escolha de um dos seus programas do final de semana. O que acha? Gostou da ideia?

 

E o filme escolhido para esta semana é o Dois Papas.

 

E a escolha por ele para inaugurar este espaço – falar sobre filmes, livros e séries – é exatamente pelo fato dele abordar o tema: Escolhas!

 

Questões religiosas, teológicas e ideológicas à parte, o que mais gostei nesse filme são os diálogos!                                  Aqui vou me limitar a dizer que verídicos ou não, tendo acontecido entre os personagens reais ou não, como reflexão de entretenimento, os diálogos são o ponto forte do filme.

 

E os diálogos, são exatamente os questionamentos que cada uma das personagens e cada um de nós temos em vários aspectos das nossas vidas. E o mais interessante é que o roteiro se conduz de uma maneira bem parecida como as situações se apresentam na nossa vida mesmo, seja em grandes ou pequenos acontecimentos, a sincronicidade se mostra presente.

 

Por isso, entendo que o filme realmente não se pareça muito com a realidade mesmo, rs.                                                      São muitas sincronicidades para que seja real… mas como eu sou a “rainha da sincronicidade”, adorei o filme!                        E é por isso também que eu adoro a vida!

 

Sabe aquele sentimento de que mesmo quando tudo tá o caos ao seu redor e do nada você ouve a sua música preferida? Ou quando você pensa em alguém que não fala há muito tempo e a pessoa te liga? Então, esses são alguns exemplos cotidianos da sincronicidade.

 

E a gente acreditando ou não, dando ou não importância, são esses pequenos acontecimentos que nos moldam e muitas vezes são eles que nos levam as nossas maiores decisões, às nossas Delectus.

 

Pra mim, o filme todo, é sobre isso, sobre como os pontos se conectam, as situações se apresentam e as escolhas são feitas e a vida vai tomando rumos.

 

Rumos que a gente nem nunca sequer imaginou ou quis para nós mesmos, mas que com o passar das situações, a gente mesmo não se enxerga em outro lugar que não esse “novo lugar”.

 

Ter um filme de 2 horas, com cerca de 80% das cenas apenas com dois senhores conversando sobre suas escolhas é inspirador, é humano.

 

Humano, pois demonstra que todos nós temos dúvidas, alegrias, manias, arrependimentos e medo das nossas escolhas, sejam elas já feitas, ou as escolhas que ainda teremos que fazer. E isso é lindo!

 

E é isso que acho que nos falta: diálogos com nós mesmos, e com amigos ou desconhecidos, em que a gente veja as nossas próprias escolhas em perspectiva. Em que a gente possa se enxergar dentro de todo o contexto e não somente naquela parte específica em que estamos vivendo, ou que estamos em dúvida.

 

Sempre que penso na importância e no poder que é escolher algo, me esbarro nas questões que nos levam ao autoconhecimento.

 

Pois quando a gente se conhece, e mais, conhece os porquês de nós mesmos, fazer escolhas, tomar decisões torna-se algo natural. Algo que faz parte do processo e que nos trás alegria.

 

Pra mim os diálogos apresentados no filme cumprem exatamente esse papel, o de nos mostrar um contexto, de nos mostrar uma sequência de sincronicidades – ou chamados divinos, acho que podemos chamar assim – que levam duas pessoas a colocarem suas escolhas em perspectiva para então poderem tomar e aceitar as suas novas escolhas.

 

Ao estudar comunicação social, fui apresentada ao termo cartarse, que é algo como a gente sentir e viver as mesmas sensações que uma personagem sente. E para mim Dois Papas é uma oportunidade de nós simples mortais, experimentar um pouco de como deve ser difícil ser Papa, mas sobretudo de como não é fácil ser humano.

 

Em algumas cenas, é possível perceber que a humanidade se perde e se encontra em coisas simples, como: trocar um jantar sozinho para comer pizza com Fanta acompanhado.

 

Ou depois de tocar músicas antigas no piano aprender a tocar uma música “mais popular”.

 

Fora um dos momentos para mim mais humanos-divinos que foi o de poder conversar por 2 horas dentro da Capela Sisitina antes que os turistas entrassem…

 

Sobre as cenas que envolvem o futebol nem vou comentar, pois pra mim é a parte que mais me identifico com o atual Papa, rs! Já com o antigo é a Fanta Laranja!

 

Ou seja, filmes como esse, são para nos aproximar, nos tornar confidentes, nos mostrar que mesmo que a gente não seja Papa, a gente tem virtude, a gente tem desejo e a gente tem o poder de transformar as nossas vidas e a de outras pessoas com pequenos gestos.

 

E ainda, que mesmo que eles sejam Papas, eles antes de tudo são como nós: humanos. E com um tanto de decisão e escolha para fazer e se responsabilizar por elas.

 

Como tenho constatado há algum tempo, nada no mundo do entretenimento é sem razão, assim como nenhuma situação em nossas vidas, não vem acompanhada sem um porquê.

 

Por isso acho que vale muito assistir a esse filme e vê-lo com o olhar da importância da escolha nas nossas vidas. Como entretenimento, acho que vale muito também, já que cumpre o papel de divertir, emocionar e de nos levar a lugares onde nunca estivemos, ou pelo menos não da maneira que é mostrado no filme.

 

(Eu por exemplo, ainda não estive na Capela Sisitina, mas me senti como se estivesse lá, observando os dois velhinhos batendo um papo cabeça.)

 

Além disso, neste final de semana, o filme concorre ao Globo de Ouro como: Melhor Filme de Drama, Melhor Ator, Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Roteiro.

 

O Fernando Meirelles – ele quem dirigiu o Cidade de Deus, lembra? – não foi indicado como Melhor Diretor, e isso é uma pena. Mas acho que agora ele também vai ser lembrado por ser o diretor de os Dois Papas, pois além do filme ser muito bom o alcance dele, por ser da Netflix, será muito maior que o dos seus filmes anteriores.

 

Aliás, a Netflix merece menção mais que honrosa por revolucionar o acesso ao entretenimento!                                      Quanto filme bom produzido hein?!

 

Tão bons que tiveram que ser lançados em cinemas para concorrerem ao Oscar, já que a ala conservadora do cinema não andou muito contente com o novo formato de consumo e distribuição que a Netflix instaurou no mercado.

 

Azar o deles, sorte a nossa, que se antes já podia escolher o que assistir, agora podemos escolher, como, quando e onde…

 

E é muito interessante observar as escolhas que a Netflix tem feito nos últimos anos, ao produzir seus próprios filmes.

 

Ou seja, Delectus é pra mim, é pra você, é a para a Netflix, é para a indústria do cinema é para os Dois Papas.

 

Viu?! Fazer escolhas é para todos nós!

 

E para mim é o melhor exercício que podemos praticar!

 

Boas Delectus para a gente 😉

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Tem alguma dica de entretenimento pra compartilhar com a gente?

Já assistiu aos Dois Papas?

Conta aqui pra gente o que você achou.

A gente adora saber a opinião de cada um que passa por aqui! ?

#delectusnofds #filme #sextou #escolha