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#DELECTUSNOFDS – E o filme escolhido da semana é: Dois Papas!

 

Assim como a música ?, livros ?, séries ? e filmes ?️ nos fazem refletir.

 

E às vezes as nossas escolhas se perdem até mesmo na hora de escolher o que assistir ou ler.

 

#delectusnofds vai aparecer por aqui às sextas-feiras com dicas de filmes, séries ou livros para te ajudar na escolha de um dos seus programas do final de semana. O que acha? Gostou da ideia?

 

E o filme escolhido para esta semana é o Dois Papas.

 

E a escolha por ele para inaugurar este espaço – falar sobre filmes, livros e séries – é exatamente pelo fato dele abordar o tema: Escolhas!

 

Questões religiosas, teológicas e ideológicas à parte, o que mais gostei nesse filme são os diálogos!                                  Aqui vou me limitar a dizer que verídicos ou não, tendo acontecido entre os personagens reais ou não, como reflexão de entretenimento, os diálogos são o ponto forte do filme.

 

E os diálogos, são exatamente os questionamentos que cada uma das personagens e cada um de nós temos em vários aspectos das nossas vidas. E o mais interessante é que o roteiro se conduz de uma maneira bem parecida como as situações se apresentam na nossa vida mesmo, seja em grandes ou pequenos acontecimentos, a sincronicidade se mostra presente.

 

Por isso, entendo que o filme realmente não se pareça muito com a realidade mesmo, rs.                                                      São muitas sincronicidades para que seja real… mas como eu sou a “rainha da sincronicidade”, adorei o filme!                        E é por isso também que eu adoro a vida!

 

Sabe aquele sentimento de que mesmo quando tudo tá o caos ao seu redor e do nada você ouve a sua música preferida? Ou quando você pensa em alguém que não fala há muito tempo e a pessoa te liga? Então, esses são alguns exemplos cotidianos da sincronicidade.

 

E a gente acreditando ou não, dando ou não importância, são esses pequenos acontecimentos que nos moldam e muitas vezes são eles que nos levam as nossas maiores decisões, às nossas Delectus.

 

Pra mim, o filme todo, é sobre isso, sobre como os pontos se conectam, as situações se apresentam e as escolhas são feitas e a vida vai tomando rumos.

 

Rumos que a gente nem nunca sequer imaginou ou quis para nós mesmos, mas que com o passar das situações, a gente mesmo não se enxerga em outro lugar que não esse “novo lugar”.

 

Ter um filme de 2 horas, com cerca de 80% das cenas apenas com dois senhores conversando sobre suas escolhas é inspirador, é humano.

 

Humano, pois demonstra que todos nós temos dúvidas, alegrias, manias, arrependimentos e medo das nossas escolhas, sejam elas já feitas, ou as escolhas que ainda teremos que fazer. E isso é lindo!

 

E é isso que acho que nos falta: diálogos com nós mesmos, e com amigos ou desconhecidos, em que a gente veja as nossas próprias escolhas em perspectiva. Em que a gente possa se enxergar dentro de todo o contexto e não somente naquela parte específica em que estamos vivendo, ou que estamos em dúvida.

 

Sempre que penso na importância e no poder que é escolher algo, me esbarro nas questões que nos levam ao autoconhecimento.

 

Pois quando a gente se conhece, e mais, conhece os porquês de nós mesmos, fazer escolhas, tomar decisões torna-se algo natural. Algo que faz parte do processo e que nos trás alegria.

 

Pra mim os diálogos apresentados no filme cumprem exatamente esse papel, o de nos mostrar um contexto, de nos mostrar uma sequência de sincronicidades – ou chamados divinos, acho que podemos chamar assim – que levam duas pessoas a colocarem suas escolhas em perspectiva para então poderem tomar e aceitar as suas novas escolhas.

 

Ao estudar comunicação social, fui apresentada ao termo cartarse, que é algo como a gente sentir e viver as mesmas sensações que uma personagem sente. E para mim Dois Papas é uma oportunidade de nós simples mortais, experimentar um pouco de como deve ser difícil ser Papa, mas sobretudo de como não é fácil ser humano.

 

Em algumas cenas, é possível perceber que a humanidade se perde e se encontra em coisas simples, como: trocar um jantar sozinho para comer pizza com Fanta acompanhado.

 

Ou depois de tocar músicas antigas no piano aprender a tocar uma música “mais popular”.

 

Fora um dos momentos para mim mais humanos-divinos que foi o de poder conversar por 2 horas dentro da Capela Sisitina antes que os turistas entrassem…

 

Sobre as cenas que envolvem o futebol nem vou comentar, pois pra mim é a parte que mais me identifico com o atual Papa, rs! Já com o antigo é a Fanta Laranja!

 

Ou seja, filmes como esse, são para nos aproximar, nos tornar confidentes, nos mostrar que mesmo que a gente não seja Papa, a gente tem virtude, a gente tem desejo e a gente tem o poder de transformar as nossas vidas e a de outras pessoas com pequenos gestos.

 

E ainda, que mesmo que eles sejam Papas, eles antes de tudo são como nós: humanos. E com um tanto de decisão e escolha para fazer e se responsabilizar por elas.

 

Como tenho constatado há algum tempo, nada no mundo do entretenimento é sem razão, assim como nenhuma situação em nossas vidas, não vem acompanhada sem um porquê.

 

Por isso acho que vale muito assistir a esse filme e vê-lo com o olhar da importância da escolha nas nossas vidas. Como entretenimento, acho que vale muito também, já que cumpre o papel de divertir, emocionar e de nos levar a lugares onde nunca estivemos, ou pelo menos não da maneira que é mostrado no filme.

 

(Eu por exemplo, ainda não estive na Capela Sisitina, mas me senti como se estivesse lá, observando os dois velhinhos batendo um papo cabeça.)

 

Além disso, neste final de semana, o filme concorre ao Globo de Ouro como: Melhor Filme de Drama, Melhor Ator, Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Roteiro.

 

O Fernando Meirelles – ele quem dirigiu o Cidade de Deus, lembra? – não foi indicado como Melhor Diretor, e isso é uma pena. Mas acho que agora ele também vai ser lembrado por ser o diretor de os Dois Papas, pois além do filme ser muito bom o alcance dele, por ser da Netflix, será muito maior que o dos seus filmes anteriores.

 

Aliás, a Netflix merece menção mais que honrosa por revolucionar o acesso ao entretenimento!                                      Quanto filme bom produzido hein?!

 

Tão bons que tiveram que ser lançados em cinemas para concorrerem ao Oscar, já que a ala conservadora do cinema não andou muito contente com o novo formato de consumo e distribuição que a Netflix instaurou no mercado.

 

Azar o deles, sorte a nossa, que se antes já podia escolher o que assistir, agora podemos escolher, como, quando e onde…

 

E é muito interessante observar as escolhas que a Netflix tem feito nos últimos anos, ao produzir seus próprios filmes.

 

Ou seja, Delectus é pra mim, é pra você, é a para a Netflix, é para a indústria do cinema é para os Dois Papas.

 

Viu?! Fazer escolhas é para todos nós!

 

E para mim é o melhor exercício que podemos praticar!

 

Boas Delectus para a gente 😉

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Tem alguma dica de entretenimento pra compartilhar com a gente?

Já assistiu aos Dois Papas?

Conta aqui pra gente o que você achou.

A gente adora saber a opinião de cada um que passa por aqui! ?

#delectusnofds #filme #sextou #escolha